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A FLORESTA ECOA

O Movimento reFloresta lança sua primeira formação sobre a Amazônia com as vozes de quem vive e atua no território

A FLORESTA ECOA
A FLORESTA ECOA

Início

18 de ago. de 2026, 20:00

Online

Sobre o programa

A maioria dos brasileiros cresceu aprendendo que a Amazônia é o pulmão do mundo. Poucos aprenderam que ali vivem mais de 30 milhões de pessoas, com história, culturas, línguas, política e formas de existência próprias. Menos ainda sabem que a floresta que chamamos de "virgem" é resultado de milênios de cuidado humano e que ela vem sendo destruída como parte de um projeto político deliberado.

O Movimento reFloresta acredita que essa distância não é neutra. E que encurtá-la é o primeiro passo para qualquer ação que valha a pena.

Por isso, lança A Floresta Ecoa: uma formação com as VOZES DA AMAZÔNIA — uma jornada online e ao vivo de 10 encontros em 10 semanas, com início em agosto e término no final de outubro de 2026 , para pessoas interessadas em conhecer e entender, de forma aprofundada e crítica, a história, a cultura, e saberes de seus povos, bem como compreender os debates e conflitos que permeiam a realidade amazônica contemporânea a partir de quem os vive de dentro.


Ao longo de encontros semanais, a formação articula história, território, política, cultura e economia, conectando participantes a diferentes perspectivas, especialmente de quem vive e atua na Amazônia: lideranças indígenas e ribeirinhas, pesquisadores, artistas e ativistas. Mais do que um curso introdutório, trata-se de uma jornada formativa que busca ampliar repertório, qualificar o debate público e fortalecer vínculos responsáveis entre diferentes regiões do país.



Sobre a formação

O Programa reFloresta é um curso de formação para pessoas que querem entender a Amazônia de verdade, não como símbolo ou manchete, mas como território vivo, plural e político. Ao longo de 10 aulas semanais, os participantes vão percorrer a história, a diversidade, as disputas e os futuros possíveis da maior floresta tropical do planeta, sempre com a presença de vozes de dentro: lideranças indígenas e ribeirinhas, pesquisadores amazônidas, artistas e ativistas que vivem e constroem a Amazônia todos os dias.


Como funciona

As aulas acontecem semanalmente, às terças-feiras, das 20h às 22h, ao longo de 10 semanas, entre 18 de agosto e 27 de outubro. Cada encontro combina exposição, conversa com convidados e discussão em grupo. As gravações e materiais de apoio ficam disponíveis em plataforma digital durante todo o programa.

O programa começa com uma Aula Inaugural, gratuita e aberta ao público, no dia 18 de agosto, às 20h, reunindo quatro vozes amazônicas para responder: O que a Amazônia tem a dizer ao mundo?

Após a aula inaugural, a jornada formativa se organiza em quatro blocos temáticos (Deslocar, Compreender, Imaginar e Agir), cada um com 1 ou mais convidados por encontro, e se encerra em uma aula de síntese e celebração.

Certificação

Ao final da formação, emitiremos Certificado de Conclusão da Formação para aqueles que tiverem presença mínima de 70%.


Para quem é

• Para quem quer entender, não apenas se indignar. • Para quem sente que a Amazônia importa, mas não sabe bem por onde começar. • Para quem tem desejo de se conectar a uma rede de pessoas conectadas à Amazônia, às questões socioambientais e climáticas que impactam a região. • Para professores, profissionais de comunicação, estudantes, artistas, gestores, ativistas, empreendedores, pesquisadores... • Para qualquer pessoa que queira transformar interesse em conhecimento e conhecimento em ação.


Quem são as vozes convidadas:

• Comunicadores e ativistas indígenas • Lideranças políticas indígenas

• Pesquisadores e especialistas amazônidas (antropólogos, arqueólogos, historiadores)

• Lideranças comunitárias ribeirinhas

• Artistas, cineastas e escritores

• Jornalistas investigativos e da bioeconomia

• Empreendedores sociais Abaixo, conheça a biografia de cada uma das vozes que ecoarão seu conhecimento, experiêcia, lutas e vivências


Estrutura do Programa

AULA INAUGURAL - 18/08 (aberta ao público)

O que a Amazônia tem a dizer ao mundo? >> 4 VOZES CONVIDADAS: Vanda Witoto, Samela Sateré Mawé, Maria Odila Godinho e Ruy Tone

BLOCO 01: DESLOCAR

Aula 1 - 25/08 :: Refloreste o seu imaginário

>> VOZ CONVIDADA: Zé na Rede

Desconstruindo rótulos: — “pulmão do mundo”, “vazio demográfico”, “selva intocada”, “índio genérico”

— O que é ser indígena hoje: identidade viva, política e contemporânea

— A Amazônia vista de dentro: orgülho, dor, resistência e o olhar sobre quem vem de fora

Aula 2 - 01/09 :: Amazônia antes dos europeus

>> VOZ CONVIDADA: Eduardo Góes Amazônia como civilização, não como natureza intocada: — A Amazônia densamente habitada e manejada por 12.000 anos

— Arqueologia amazônica: geóglifos do Acre, cidades sob a floresta, estradas interligando aldeias

— Terra preta de índio: solo criado intencionalmente — um dos maisférteis do planeta

— 90% da população indígena dizimada nos primeiros 150 anos de colonização

— Cosmovisão indígena e o bem-viver como proposta política contemporânea

Aula 3 - 08/09 :: Diversidade amazônica - dos Andes ao Atlântico

>> VOZ CONVIDADA: João Paulo Tukano Um mapa real e plural da Amazônia: — A dimensão geográfica: 9 países, 7 milhões de km², dos Andes aoAtlântico

— As 4 Amazônias: floresta intocada · floresta sob pressão · Amazônia desmatada · Amazônia urbana

— Mais de 300 povos indígenas, mais de 150 línguas — cada um com território e história próprios

— Amazônia Negra: quilombolas e sua história de resistência

— Povos tradicionais, indígenas, populações urbanas: a Amazônia plural que o imaginário apaga

BLOCO 02: COMPREENDER

Aula 4 - 15/09 :: 500 anos de disputa territorial >> VOZ CONVIDADA: a confirmar

— A colonização como projeto de destruição: escravidão, missões religiosas, extermínio

— O ciclo da borracha: exploração, escravidão por dívida, boom e colapso

— A ditadura militar: Transamazônica, Tucuruí, colonização forçada

— Belo Monte: a mesma lógica de 1500, executada em democracia

— Racismo estrutural, colonialidade e o pacto da branquitude

Aula 5 - 22/09 :: O desmatamento como projeto político

>> VOZ CONVIDADA: a confirmar — O ciclo: grilagem → derrubada → queimada → pasto → soja

— A bancada ruralista, o Marco Temporal, o garimpo Yanomami

— O PPCDAm reduziu o desmatamento em 80% entre 2004–2012 (isso prova que é possível)

— O ponto de não retorno: a savanização da Amazônia

— Lideranças que lutam · organizações que resistem · povos que protegem


Aula 6 - 29/09  :: O Baixo Tapajós e Arapiuns - vozes de dentro

>> VOZES CONVIDADAS: Sônia Arapiuns, Adriane Gama e Marlon Rebello — Santarém, o Tapajós, o Arapiuns: localização e contexto regional

— Povos Borari, Arapium, Munduruku · ribeirónhos · comunidades Anã e Atodi

— As lutas: Cargill, privatização do rio, escola indígena, demarcação de terras

— Este é o coração do curso: voz de quem vive no centro de tudo isso

BLOCO 03: IMAGINAR

Aula 7 - 06/10 :: Arte, cultura e novos imaginários >> VOZ CONVIDADA: a confirmar — Arte contemporânea indígena

— Cinema, literatura, música, grafismo — a Amazônia que cria e resiste

— Perspectivismo ameríndio (Viveiros de Castro): a natureza como sujeito, não objeto

— Krenak: a crise climática como crise de imaginário — e se o problema for filosófico?

— Não a Amazônia do desastre — a Amazônia da resistência, da beleza e do futuro


Aula 8 - 13/10 :: Floresta em pé: economia e futuros possíveis

>> VOZ CONVIDADA: João Meirelles — Krenak: “O amanhã não está à venda”

— Bioeconomia: castanha, açaí, pirarucu manejado, turismo de base comunitária

— Serviços ambientais: rios voadores, regulação climática, purificação da água

— Ativos de biodiversidade: 10–15% das espécies do planeta, princípios farmacológicos

— Crédito de carbono: oportunidade ou armadilha?

— COP30 em Belém

BLOCO 04: AGIR

Aula 9 - 20/10 :: O que eu posso fazer? >> VOZ CONVIDADA: a confirmar — O problema do ativismo de fora — A armadilha do salvacionismo A performatividade nas redes sociais — Princípios para agir bem — Formas concretas de ação — Os limites honestos: entendendo nosso lugar de ação e compromisso


Aula 10 - 27/10 :: Síntese e celebração — Retomada do percurso

— Aprendizados, transformações e reflexões marcantes

— Olhando para o futuro: qual o próximo passo? — Jornada reFloresta


A Amazônia pelos amazônidas

Vozes confirmadas


Vanda Witoto

Ativista indígena do povo Witoto, nascida na Amazônia e radicada em Manaus, atua na defesa dos direitos dos povos indígenas em contexto urbano — um território ainda pouco reconhecido nas políticas públicas. Sua trajetória articula cultura, educação e incidência política, com foco na visibilidade das populações indígenas fora das aldeias. É uma das vozes que tensionam a ideia de “indígena como pertencente apenas à floresta”, trazendo complexidade contemporânea à pauta.

 

Maria Odila Godinho

Liderança comunitária da comunidade de Anã, no rio Arapiuns, Maria Odila Godinho atua na defesa do território, na organização comunitária e na valorização dos modos de vida tradicionais da Amazônia. Sua trajetória está enraizada no cotidiano da floresta — articulando educação, cultura e sustentabilidade a partir da realidade local. É uma referência na construção de caminhos coletivos que garantem permanência, autonomia e futuro para as comunidades ribeirinhas. 

 


Samela Sateré Mawé

Ativista, comunicadora e bióloga, cresceu e fortaleceu sua luta ouvindo as mulheres da Associação de Mulheres Indígenas Sateré Mawé, fundada por sua avó. Em suas redes sociais, encontrou um canal direto para descomplicar e democratizar as notícias, com uma audiência de mais de 130 mil pessoas. É apresentadora do ‘Mães em Movimento”, na Radio Nacional dos Povos, um dos vearios projetos em que atua.



 

Ruy Tone

Empreendedor com atuação no rio Rio Negro, Ruy Tone desenvolve projetos que conectam turismo, impacto social e fortalecimento das comunidades locais. Proprietário de hotéis na região, articula sua atuação para além do negócio, investindo na construção de escolas e no acesso à educação em territórios ribeirinhos. Seu trabalho parte da presença no território e da construção de vínculos, buscando gerar desenvolvimento com base em permanência, autonomia e valorização das culturas locais. 



José Kaeté (Zé na Rede)

Conhecido como Zé na Rede, é empreendedor, comunicador, fotógrafo e engenheiro de produção. Indígena dos povos Tupinambá e Kaeté, utiliza a fotografia, as viagens e as redes sociais para contar histórias que revelam a diversidade, a cultura e os modos de vida da Amazônia a partir do olhar de quem vive o território. Seu trabalho busca aproximar diferentes públicos das realidades amazônicas, promovendo reflexões sobre identidade, meio ambiente, povos indígenas e futuro.



Eduardo Góes Neves

Arqueólogo e professor da Universidade de São Paulo, é um dos principais pesquisadores da história profunda da Amazônia. Seus estudos mostram que a floresta foi intensamente habitada e transformada por sociedades indígenas complexas, desmontando a ideia de “natureza intocada”. Autor de obras fundamentais, reposiciona a Amazônia como território histórico, e não apenas ambiental.


João Paulo Tukano Indígena do povo Yepamahsã (Tukano), nascido na aldeia São Domingos, em São Gabriel da Cachoeira (AM). Doutor em Antropologia Social pela UFAM e premiado pela CAPES como melhor tese na área de Antropologia e Arqueologia em 2022, é fundador do Centro de Medicina Indígena Bahserikowi e da primeira Casa de Comida Indígena do Brasil, o Biatuwi. Membro do Painel Científico para a Amazônia (SPA) e da Academia Brasileira de Ciência, atua na fronteira entre o conhecimento indígena e a ciência ocidental.


Marlon Rebello

Comunicador e educador popular, liderança jovem do Projeto de Assentamento Agroextrativista Marlon Rebello, jovem liderança do território do PAE Lago Grande, em Santarém (PA), e integrante do Coletivo Guardiões do Bem Viver. Atua na mobilização da juventude em defesa dos territórios amazônicos, fortalecendo ações de educação popular, justiça climática, comunicação comunitária e participação social. Tem contribuído na organização de iniciativas voltadas à valorização dos modos de vida tradicionais, à proteção dos bens comuns e ao protagonismo das juventudes da floresta no enfrentamento às mudanças climáticas.

Sônia Arapiuns

É liderança indígena do povo Arapiuns, do Baixo Tapajós, no Pará. Educadora, articuladora comunitária e defensora dos direitos dos povos indígenas e dos territórios amazônicos. Atua há décadas no fortalecimento e valorização dos saberes ancestrais e na promoção da participação das mulheres nos processos de defesa territorial e cultural. Sua trajetória é marcada pelo compromisso com a educação, a proteção da floresta e a construção de pontes entre os conhecimentos tradicionais e os desafios contemporâneos da Amazônia.



Adriane Gama

Amazônida, professora, bióloga, educomunicadora popular, educadora ambiental, fazedora cultural, ativista em cultura digital e software livre. É coordenadora pedagógica do Floresta Digital pelo Projeto Saúde e Alegria com foco. Fundadora do Projeto Puraqué, foi coordenadora do Projeto Federal Casa Brasil de Santarém e conselheira do Pontão de Cultura Digital do Tapajós. É doutora em Ciências Ambientais, mestre em Educação, especialista em Sociedade, Natureza e Desenvolvimento na Amazônia pela UFOPA.



João Meirelles

Gestor de organizações da sociedade civil, escritor e ativista socioambiental. Paulistano, reside entre Belém, Pará e Ribeirão Preto, São Paulo. Atua em organizações do terceiro setor há 42 anos, 28 dos quais à frente do Instituto Peabiru. É administrador de empresas (FGV/SP) e autor de 17 livros, metade sobre a Amazônia, entre os quais Frans Krajcberg: a natureza como cultura (Edições SESC e EDUSP, 2024), O Abridor de Letras (contos)(Ed. Record, 2017, Prêmio Sesc de Literatura) e Livro de Ouro da Amazônia (Ed. Ediouro, 2004).


Sobre o Movimento reFloresta


A formação A FLORESTA ECOA é realizada pelo Movimento reFloresta, associação sem fins lucrativos. A sua contribuição já é uma forma de apoiar a Amazônia e seus povos, uma vez que todos os recursos arrecadados são integralmente destinados à organização da formação, presença das vozes convidadas, e à manutenção dos projetos apoiados pelo Movimento reFloresta nas comunidades onde atuamos.


Contribuição e participação


Oferecemos três possibilidades de contribuição, para que você escolha conforme sua situação financeira: • Contribuição Semente: R$ 150,00 • Contribuição Árvore: R$ 300,00 • Contribuição Floresta: R$ 500,00

Vagas afirmativas com bolsa integral


Oferecemos vagas afirmativas com bolsa 100% para pessoas que se autodeclaram pretas, pardas, indígenas ou quilombolas, e/ou em situação de baixa renda. As vagas com bolsa integral são limitadas e serão preenchidas por ordem de inscrição. Por isso, pedimos consciência na hora de solicitá-las, para que cheguem a quem mais precisa. 🌱


Formas de pagamento


A seguir você poderá fazer sua contribuição através do nosso site, que incluirá sua participação ao longo dos 10 encontros. O valor pode ser pago à vista pelo PIX ou parcelado em até 2 vezes sem juros no cartão de crédito.


Confirmação da inscrição


Por fim, ao finalizar a inscrição, fique atento ao email que você cadastrou. Você receberá automaticamente por email a confirmação. Por favor Verifique pastas de promoções, e spam caso não tenha chegado. Caso queira entrar em contato conosco escreva para: aflorestaecoa@movimentorefloresta.org


INSCREVA-SE ABAIXO! As vagas são limitadas.

Modalidades

  • Bolsa Integral

    Para pessoas que se autodeclaram pretas, pardas, indígenas ou quilombolas, e/ou em situação de baixa renda

    R$ 0,00

  • Contribuição Semente

    Para quem precisa de apoio financeiro para participar.

    R$ 150,00

    + R$ 3,75 de taxa de serviço de ingresso

  • Contribuição Árvore

    Valor base da formação.

    R$ 300,00

    + R$ 7,50 de taxa de serviço de ingresso

  • Contribuição Floresta

    Contribuição que cobre seus custos da formação e subsidia bolsas para outros participantes

    R$ 500,00

    + R$ 12,50 de taxa de serviço de ingresso

Total

R$ 0,00

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