
De volta às raízes: Ano novo e travessias do movimento reFloresta
- Gabriela Gomes
- 12 de fev.
- 3 min de leitura
Iniciamos mais um ano por aqui cheios de energia!
E como todo começo de ciclo, vem junto aquela vontade de mudar, transformar… aquela pergunta que insiste: “o que eu posso fazer diferente?”
Pensando nisso, para começar 2026 em um novo ritmo, te convidamos a acompanhar o movimento reFLORESTA de pertinho. No primeiro texto do blog deste ano, vamos te contar as fofocas do movimento…Mas calma, são fofocas boas! Queremos compartilhar o que andamos fazendo por aqui e explicar, de forma breve, as dinâmicas dos nossos grupos de trabalho.
O movimento reFloresta tem sido construído por muitas mãos. São diferentes frentes que se entrelaçam e fazem tudo acontecer. As jornadas, por exemplo, são organizadas por um grupo de seleção formado por jovens que já viveram a experiência e acolhem quem está chegando. São reuniões, dinâmicas e muitos encontros para que cada etapa seja construída com cuidado e presença.
Temos também um grupo muito movimentado (dizem que são os maiores fofoqueiros do movimento). Responsáveis pelas postagens que despertam vontade de ir para a Amazônia (ou saudade de quem já viveu essa experiência) e constroem narrativas para trazer informações e fortalecer essa rede de jovens ativos de todo o Brasil com a Amazônia e pela Amazônia. Desde os reels chamando a juventude para participar do nosso coletivo, até os posts de denúncia que precisam se espalhar por aí! Estamos falando do Comunica, um grupo que se reúne com frequência para criar e compartilhar os conteúdos que chegam até você.
Outro grupo que nunca para é o de arrecadação de fundos, sempre em busca de caminhos para viabilizar bolsas e garantir que mais jovens possam caminhar com o movimento. Sempre conectados com editais que impacto e colaboradores que fazem sentido com o nosso coletivo.
Existe ainda um grupo pouco falado, mas absolutamente essencial: o financeiro (aquele que paga as contas, sabe?). É ele quem emite passagens, organiza dados, resolve burocracias e faz toda a ponte necessária para que o reFloresta funcione na prática.
Além disso, existem os grupos de projetos, que nascem das vivências das jornadas. Em muitos momentos, a conexão com o território e com as pessoas é tão forte que surge o desejo de construir algo concreto. E é aí que coisas lindas acontecem. Foi assim que nasceu o projeto do barracão, na primeira jornada, quando reformamos um espaço de convivência, ou melhor, o coração de Atodi. O projeto da pracinha feita na comunidade Anã, esse espaço que agora é cheio de vida com crianças e jovens brincando e fortalecendo seus vínculos!
Recentemente aconteceu a “Jornada Raízes” em janeiro de 2026. Entre os dias 9 - 18 deste mês, jovens do movimento reFLORESTA se organizaram e foram de encontro com as águas que formam nosso coletivo. A Jornada Raízes foi pensada especialmente para os anfitriões do movimento e para os jovens que já viveram essa experiência, onde discutimos o futuro do nosso grupo, o que precisa ser visto e transformado para que nossas “raízes” se espalhem pelo mundo.
Caminhando para o final deste texto, existe um sentimento que atravessa todo esse coletivo: esperança.
Chegamos em 2026 com muita vontade de transformar, de reflorestar imaginários. E é isso que desejamos também para todos que nos acompanham.
Sabemos que este é um ano intenso. Temos eleições, acontecimentos marcantes ao redor do mundo, debates urgentes sobre o meio ambiente e as florestas (como a questão do petróleo). São muitos fatores que, muitas vezes, nos fazem perder a esperança.
Por isso, deixamos aqui a indicação de dois livros muito especiais, que nos ajudam a refletir sobre esse tema.
Em “Ideias para adiar o fim do mundo”, Ailton Krenak nos convida a reflorestar nosso imaginário, colonizado pelo sistema capitalista, e a pensar novos ritmos e formas de pisar na terra a partir da cosmovisão dos povos originários.
Já em “Reencantando o Mundo: Feminismo e a política dos comuns”, Silvia Federici provoca uma reflexão sobre a falta de esperança e a desconexão tão presentes no nosso tempo. A autora parte de uma palestra de Max Weber sobre o desencantamento do mundo, causado pela racionalização e pelas novas tecnologias, e aprofunda essa ideia ao relacioná-la diretamente com o capitalismo.
No fim, ambos os livros trazem uma mensagem de coragem, resistência e esperança para seguir lutando e criando outros caminhos possíveis. Fica o convite à leitura.
E, para finalizar, o movimento reFLORESTA deseja a todas, todos e todes um ano cheio de esperança, coragem e espaço dentro de cada um para construirmos caminhos na Terra. Muita coisa vem aí! Continuem com a gente :)




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